sábado, 26 de março de 2011

Houve duas épocas em que o romantismo foi um sentimento exacerbado.
Primeiro, no século XIX, quando viveu-se a escola literária que tinha o nome homônimo desse sentimento. As pessoas idealizavam o amor a tal ponto que chegava às raias da insanidade. Não havia saída para quem era acometido por uma paixão, ou levava à loucura ou ao suicídio. Ou simplesmente os infelizes portadores desse mal definhavam e esvaíam suas forças vitais até alcançarem a morte. Isso era o que se chamava de "spleen".
Muito louco, mesmo.
Mais recentemente, no século XX, uma outra modalidade de sentimento romântico acometeu a humanidade.
Foi o movimento hippie, em que se acreditava que tudo poderia ser modificado em nome da filosofia de vida baseada em paz e amor.
Curiosamente, o primeiro era empunhado pela classe burguesa, enquanto o segundo atacava essa classe social.
Enfim, trocando em miúdos, o ser humano não sabe direito o que quer.
É muito cinismo negar a importância do dinheiro, da mesma forma que é doentio viver em função dele. Mas como sensatez não é uma característica própria dos seres humanos, o que se vê é uma desorganização total.
Dinheiro, existe muito. Gente, existe demais. Vontade política de resolver os problemas sociais, nenhuma.
Continua o mesmo blá-blá-blá de sempre; G8, G20, só muda o nome.
Vai tudo como dantes no quartel de Abrantes.
O poder é o tóxico mais poderoso, mais prejudicial e mais enlouquecedor de todos.
Atualmente, vive-se uma onda de ecologia política, ou política ecológica, como queiram.
Não precisava ter chegado ao ponto em que se chegou de agressão à natureza, para ocorrer a mobilização que se vê hoje em dia. Mas não quero parecer pessimista (e não sou), acho que ainda dá tempo de minimizar os efeitos das agressões feitas ao planeta.